Web 2.0 Brasil

Debatendo a importância da web semântica e colaborativa no Brasil.

Eu adoro ler artigos científicos de Ciência da Computação. São neles que todo o futuro da informática aparece primeiro, e com eles podemos ter uma noção dos rumos das idéias para as coisas que estão por vir.

Semana passado, ocorreu em Pequin a World Wide Web Conference, aonde dois cientístas do Google publicaram um estudo sobre a nova maneira de fazer busca de imagens na Web. Atualmente, apenas as descrições das fotos são levadas em conta, mas em um futuro próximo, as fotos serão “entendidas” pelos computadores do google, que poderão devolver resultados muito mais satisfatórios em uma busca por imagens.

Este grafo, mostrado no artigo, monstra uma distribuição baseada na similaridade das imagens, aonde as figuras de maior semalhança aparecem maiores.

Recomendo a leitura àqules que se interessam por SEO, pois aqui está uma ótima pista de como se preparar para o futuro no assunto.

Fontes:

PageRank for Product Image Search

Techcrunch

O site Webware , especializado em Web 2.0, publicou sua lista das “100 melhores aplicações web 2.0 de 2008“.

A lista foi compilada através de mais de 1,9 milhão de votos de leitores, o que ao meu ver é uma quantidade respeitável para uma lista.

Os vencedores foram divididos nas seguintes categorias:

  • Áudio
  • Navegação
  • Comércio e Eventos
  • Comunicação
  • Produtividade
  • Publicação e Fotografia
  • Ferramentas de busca e referência
  • Aplicações Sociais
  • Utilitários e Segurança
  • Vídeo

Muitos dos ganhadores eu já conhecia, mas sempre vale dar uma olhada para achar coisas novas.

Flickr Code Lançado

Flickr

O Flickr criou um centralizador de informações sobre sua API para desenvolvedores.

O Flikr Code entrou no ar essa semana, e contém além da já conhecida documentação da API, um blog de desenvolvimento, fóruns para discussões, repositório de Subversion e tracking system.

Realmente uma apreciável iniciativa do Yahoo, que mantém com carinho esta que é uma das mais completas APIs disponíveis.

Um prato cheio para os amantes dos Mashups.

Dizem que a tal “Web 3.0″ nada mais é do que a Web Semântica mais semêntica o possível. Apesar de eu não gostar do termo Web 3.0, a idéia de adicionar conteúdo e significado além dos reconhecidos por humanos é de grande valia para organizar toda essa informação disponível online.

Pois agora começam a pipocar os primeiros representantes da Web 3.0, sites que pregam a utilização da Web Semântica em prol da facilidade em encontrar informações pertinentes. Um dos principais expoentes dessa nova geração de websites é o Twine.

Twine é uma é uma mistura de Social Bookmarking, Wiki e repositório de documentos com sistemas de inteligência artificial e recomentações.

Social Bookmarking

Através de um link na barra de ferramentas do seu navegador, é possível adicionar links para consulta futura, exatamente como o Del.icio.us faz. Mas quando a Web Semântica entra em ação, as coisas ficam mais interessantes. A janela que abre logo a seguir, já oferece informações colhidas de metadados contidos no website a ser gravado.
Existe também um sistema de auto-tagging, que “descobre” informações sobre o website, como autor, local entre outras.

Twine

Reconhecimento Automático De Texto

O site thinkartificial usa um bom exemplo para explicar essa incrível funcionalidade to Twine. Se por exemplo as palavras Stanley Kubrick aparecerem em algum campo de um site, Twine irá reconhecer como uma pessoa e extrair dessa informação, uma <i>Entidade</i>. Através da extração dessa Ontologia , é possível recomendar e localizar informações relevantes muito mais facilmente.

Outras Funções

Um recurso que eu sempre gostei nos sites Web 2.0 é o da recomendação. No Twine, ele aparece em uma versão turbinada através da leitura dos meta-dados contidos nos links. Pessoas, links e outros objetos podem ser sugeridos de maneira bastante inteligente.

Twine

A parte social do negócio também está presente. Através da criação de grupos, adição de amigos com gostos em comum e recomendações, é possível criar uma grande rede de conhecimento.

Inteligência Semântica

Toda a informação contida no Twine é representada através das tuplas RDF . Algo do tipo <subject, predicate, object>. Através do programa RDF Gravity é possível criar grafos de determinada informação, aonde fica clara a inteligente ligação entre as entidades de um “twine”.

RDF Graph

Outro fator fundamental para a organização das informações, é o uso de OWL (Web Ontology Language). Através dela é possível definir propriedades e classes que serão usadas na definição das entidades mencionadas anteriormente.

O mais legal, é que as informações estão disponíveis para quem quiser usar. Cada link, possui sua representação RDF acessível podendo ser “parseada” através de processadores de XML, e reapresentadas da maneira que o desenvolvedor quiser, permitindo uma diversidade enorme de dados para Mashups.

Futuro

Twine ainda está em sua versão beta e apenas aceitando novos usuários através de convites. Porém, seu desenvolvimento é visível e deveras promissor. Seguindo o ritmo atual, Twine se tornará referência para qualquer ferramenta semântica futura.

ps.: Caso queira experimentar, me deixe um comentário que eu envio o convite(possua apenas 5 convites).

Bay Words

Bay WordsCoincidentemente depois da notícia que correu por diversos blogs, que o Wordpress.com poderia ser bloqueado no Brasil, devido ás violações constantes de alguns blogueiros brasileiros, os donos do Pirate Bay anunciaram a criação de um sistema de blogs livre de censura.

BayWords, pregado como um defensor da liberdade de expressão, é na verdade mais uma maneira de provocar a fúria dos advogados rivais encontrada pelos piratas do PB.

Depois da tentativa de comprar uma ilha e fundar o próprio país, o lançamento de uma plataforma livre de censura e processos, é mais um tapa na cara da indústria legal em geral.

A Guerra Dos Mapas

Serviços de mapas online, na minha opinião, estão longe de ser algo essencial no nosso dia a dia, mas apesar disso, as 3 gigantes da internet se degladiam para oferecer os melhores recursos de cartografia online.

Dia 11, foi anunciado pelo Yahoo uma grande melhoria nas imagens do Yahoo Maps , com a adição de fotos de melhor definição em suas imagens de satélite. Um dia antes, a Microsoft anunciava a nova versão de seu Live Maps, com a criação de uma API, e um impressionante recurso de visualização 3D chamado “Bird View” que oferece imagens como a mostrada abaixo:

Live Maps Image

Dia 14, foi a vez de o Google anunciar que o formato para compartilhamento de mapas criado por eles, chamado KML(Keyhole Markup Language) se tornará padrão internacional. Porém, como bem frisou Henrique Costa , ainda falta o consentimento da Microsoft e do Yahoo para que a adoção do KML se torne completa.

Mashup Awards

mashupawardsUma das coisas mais bacanas da Web 2.0 é a junção de funcionalidades de diversos sites em um só, através dos mashups. Para quem não sabe exatamente o que este termo quer dizer, aqui vai uma pequena parte do artigo da wikipedia que explica o assunto:

Um mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo.

O conteúdo usado em mashups é tipicamente código de terceiros através de uma interface pública ou de uma API. Outros métodos de codificação de conteúdo para mashups incluem Web feeds (exemplo: RSS ou Atom), Javascript e widgets que podem ser entendidas como mini aplicações web, disponíveis para serem incorporadas a outros sites.

Existem realmente muitas coisas legais feitas dessa maneira, e muitas delas podem ser encontradas no diretório de APIs do site Programmable Web. Porém, quanto mais opções aparecem, mais difícil fica de encontrar mashups realmente legais.

Agora, para buscar inspirações em mashups bem feitos, podemos visitar o site Mashup Awards, aonde um concurso mensal e um diário indicam os melhores mashups encontrados na internet.

Uma idéia simples, porém muito útil.

Recomendo!

Além das já famosas aplicações e APIs que o Google oferece, existe uma série de recursos que são poucos divulgados ou que não são usados em toda sua capacidade.

Uma das áreas menos exploradas pela comunidade em geral, está no campo da educação. Apesar de ainda estarmos muito atrasados tecnologicamente, acredito que já podemos ir planejando certas mudanças na educação rumo à inclusão digital.

Nesse ponto que entra o Google For Educators, um conjunto de aplicativos direcionados para o uso na educação. O pacote na verdade contém apenas programas já conhecidos, mas com dicas de como utilizá-los de forma educativa.

Sendo uma instituição de ensino, é possível utilizar o Gmail com o domínio próprio, criar grupos de discussão e integrar agendas e calendários individuais integrados. Se você acha pouco, ainda podemos fazer pesquisa de livros pelo Book Search, criar aulas interativas de geografia com o Google Earth, montar blogs privados para que o professor poste materiais apenas para os alunos cadastrados, etc…

Enfim, os recursos são muito interessantes, mas é preciso enxergar as ferramentas sob um prisma diferente, sob um olhar de EDUCADOR.

Porém, infelizmente nossos educadores estão longe da internet.

Photoshop Express

Photoshop Express

A migração das aplicações desktop rumo à web parece inevitável a cada dia que passa. E as coisas começam a ficar mais interessantes quando os grandes dinossauros dos desktops começam a se mobilizar para não ficarem pra trás nesse bonde.

A mais nova versão online de um aplicativo consagrado a ser anunciada é o Photoshop Express, versão do famoso editor de imagens da Adobe.

Apesar de muito limitada ainda, alguns recursos são bem interessantes. Os principais recursos de correção fotográfica como tempo de exposição, iluminação e outros, estão presentes. Além disso, um espaço de 2GB de armazenamento promete não deixar ninguém na mão.

Mostrando um arrojo ainda maior, a Adobre criou recursos de integração via mashups com sites como Flickr e Picasa. É também possível criar álbuns e deixá-los armazenados em uma página pessoal noa url photoshop.com.

E o melhor de tudo? É de graça!

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Foi anunciada hoje a criação da OpenSocial Foundation, uma junção de pesos-pesados em busca de uma especificação para construção de aplicações sociais na internet.

Se não pode com ele, junte-se aos seus outros concorrentes menores para enfrentá-lo

O anúncio deixou claro como será a briga no campo das redes sociais apartir de agora: todo mundo vs. Facebook. E por “todo mundo”, entende-se Engage.com, Friendster, hi5, Hyves, imeem, LinkedIn, MySpace, Ning, Oracle, orkut, Plaxo, Salesforce.com, Six Apart, Tianji, Viadeo, e XING. Todas as outras grandes redes sociais atuais.

A tendência é que a padronização de construção, facilite a vida de nós, criadores de mashups e usuários em geral. A fundação, sem fins lucrativos, promete seguir à risca os requisitos e compromissos citados na proposta oficial.

A não-adoção do projeto por parte do Facebook pode parecer de certa forma arrogante porém, ao meu ver, o fato de eles possuirem a melhor API disparada entre as Social Applications, os concedem o direito de assumir a posição.

Quem tem que correr atrás são os “outros”.