Debatendo a importância da web semântica e colaborativa no Brasil.
27 Mar

A migração das aplicações desktop rumo à web parece inevitável a cada dia que passa. E as coisas começam a ficar mais interessantes quando os grandes dinossauros dos desktops começam a se mobilizar para não ficarem pra trás nesse bonde.
A mais nova versão online de um aplicativo consagrado a ser anunciada é o Photoshop Express, versão do famoso editor de imagens da Adobe.
Apesar de muito limitada ainda, alguns recursos são bem interessantes. Os principais recursos de correção fotográfica como tempo de exposição, iluminação e outros, estão presentes. Além disso, um espaço de 2GB de armazenamento promete não deixar ninguém na mão.
Mostrando um arrojo ainda maior, a Adobre criou recursos de integração via mashups com sites como Flickr e Picasa. É também possível criar álbuns e deixá-los armazenados em uma página pessoal noa url photoshop.com.
E o melhor de tudo? É de graça!
25 Mar

Foi anunciada hoje a criação da OpenSocial Foundation, uma junção de pesos-pesados em busca de uma especificação para construção de aplicações sociais na internet.
O anúncio deixou claro como será a briga no campo das redes sociais apartir de agora: todo mundo vs. Facebook. E por “todo mundo”, entende-se Engage.com, Friendster, hi5, Hyves, imeem, LinkedIn, MySpace, Ning, Oracle, orkut, Plaxo, Salesforce.com, Six Apart, Tianji, Viadeo, e XING. Todas as outras grandes redes sociais atuais.
A tendência é que a padronização de construção, facilite a vida de nós, criadores de mashups e usuários em geral. A fundação, sem fins lucrativos, promete seguir à risca os requisitos e compromissos citados na proposta oficial.
A não-adoção do projeto por parte do Facebook pode parecer de certa forma arrogante porém, ao meu ver, o fato de eles possuirem a melhor API disparada entre as Social Applications, os concedem o direito de assumir a posição.
Quem tem que correr atrás são os “outros”.
25 Mar
Os Microformats estão pegando de vez, depois de um começo devagar. A promessa do Yahoo em adotar um mecanismo de busca semântica promete colocar mais lenha na fogueira, tornando o ano de 2008 provavelmente o mais importante para estes pequenos pedaços de informações contidas em páginas.
O suporte feito pelos navegadores, por exemplo, ainda engatinha na parte de reconhecimento de Microformats. Mas como os 3 maiores navegadores estão planejando mudar este cenário?
A versão 3.0 do Firefox (ainda em desenvolvimento) promete um suporte nativo. Atualmente, apenas através do plugin Operator é possível reconhecer as informações semânticas contidas nas páginas Web.
O gigante decadente Internet Explorer incluirá também o suporte nativo em sua próxima versão(8.0).
Já a Apple, tão antenada para algumas coisas, não se pronunciou oficialmente a respeito. Enquanto isso, um programador chamado John Hicks desenvolveu um plugin para o Safari que adiciona o reconhecimento aos padrões hCard e hCalendar.
Resta saber o que o futuro reserva, mas o simples reconhecimento por parte de empresas como Microsoft e Mozilla praticamente um futuro promissor para os Microformats.
24 Mar
O Google anunciou o lançamento de sua nova API chamada Google AJAX Language API , destinada a prover funcionalidades de tradução e detecção de idiomas em páginas da internet.
Já foi dito também, no site oficial da API, que novas funcionalidades já estão planejadas.
Pela página de exemplos, é possíveil ver como é simples a forma de utilizar a API. Mais um ponto positivo para o Google.
A API suporta atualmente os seguintes idiomas:
12 Mar
Em seu blog, a equipe do Youtube anunciou novos recursos disponíveis em sua API, tornando-a mais aberta em relação às possibilidades de upload de vídeo.
Agora, usuários poderão fazer uploads de qualquer lugar. Inclusive, o autor do post cita integrações com jogos da Eletronic Arts, como o aguardado Spore, e possibilidades de gravar conteúdos diretamente de aparelhos como o Tivo.
Ao meu ver, este é um grande passo em direção ao universo da internet fora do computador.
Mais informações no blog oficial do YouTube.
9 Mar
Steve O’Hear levanta um assunto interessante em seu blog The Social Web, referente ao anúncio de que o Digg seria colocado à venda.
Após o anúncio, centenas de manifestações contrárias à venda começaram a pipocar no próprio Digg, mostrando a ironia em que um site construído através da participação de seus usuários, decide tomar uma decisão polêmica sem a consulta de seus co-participantes, os usuários.
A questão que fica é: até onde vai a importância dos usuários em um site colaborativo? Se resumiria apenas à participação intelectual ou às decisões sobre o rumo da empresa?
4 Mar
Um dos maiores incentivos que eu tenho para o estudo das mudanças que a Web 2.0 vem causando, está no campo da educação. Como estes recursos e paradigmas vêem sendo utilizados em prol do conhecimento.
Acredito que ainda estamos engatinhando neste quesito aqui no Brasil, seja por falta de ferramentas apropriadas e seja por falta de cultura e costume de usar a internet como ferramenta construtiva.
Fiz o meu trabalho de conclusão sobre esse assunto e pretendo enfocar grande parte do conteúdo deste blogo no estudo de como a internet pode servir dentro e fora das salas de aulas do Brasil.
O primeiro desafio a que me propus a descobrir é: será que existe no Brasil algum material online parecido com o que o site Open Culture* oferece?
Tenho quase certeza que não, infelizmente. Mas tentarei confirmar para uma discussão mais detalhada aqui.
*Podcasts de cursos de nível acadêmico como Arqueologia, Economia, Língua Inglesa, Filosofia e muitos outros. Todos mantidos pelas principais universidades do mundo como Yale, Berkeley, Stanford, entre outras.
3 Mar
À medida que a quantidade de informação produzida na internet aumenta, mais difícil fica para que possamos localizar conteúdo pertinentes. E não há Google que resolva.
Para resolver este problema, tornou-se necessário que as informações existentes fossem corretamente classificadas. Mas quem teria autoridade suficiente para decidir qual a melhor maneira de definir um conteúdo?
A resposta está no povo. No caso da internet, os usuários.
Folksonomy foi o termo criado por Thomas Wander Wal, atraés da junção das palavras gregas taxis(classificação) e nomos(gerenciamento) e da expressão inglesa Folks (pessoas).
Uma Folksonomy é uma classificação criada pelo usuário que, além uma simples forma de organização pessoal, é também uma forma de agragação de informação que os visitantes de um website fornecem[1]. O verdadeiro poder da “folksonomia” está na soma das classificações dos usuários, gerando uma classificação aceitável à maioria das pessoas.
Como exemplos de sucesso de uso de tags (etiquetas) para classificação, podemos citar os sites Flickr e Del.icio.us.
Referências:
2 Mar
Criado por Tim O’Reilly em 2005, o termo Web 2.0 surgiu com o objetivo de agrupar sob uma mesma categoria um conjunto de conceitos que definiriam, segundo o autor, a nova geração de websites que surgiram explorando novos paradigmas inexistentes nas gerações anteriores de aplicativos online.
Web semântica e colaborativa, taxonomias, redes sociais e outros conceitos abordados por estes websites serão melhor explicado neste blog, com uma visão brasileira buscando definir em que estágio a internet feita no Brasil se encontra.
Existem reais benefícios nesses novos conceitos? Nos brasileiros estamos tirando proveito desses benefícios?
Essas e outras respostas eu tentarei achar nesse blog.