Debatendo a importância da web semântica e colaborativa no Brasil.
22 Apr
Dizem que a tal “Web 3.0″ nada mais é do que a Web Semântica mais semêntica o possível. Apesar de eu não gostar do termo Web 3.0, a idéia de adicionar conteúdo e significado além dos reconhecidos por humanos é de grande valia para organizar toda essa informação disponível online.
Pois agora começam a pipocar os primeiros representantes da Web 3.0, sites que pregam a utilização da Web Semântica em prol da facilidade em encontrar informações pertinentes. Um dos principais expoentes dessa nova geração de websites é o Twine.
Twine é uma é uma mistura de Social Bookmarking, Wiki e repositório de documentos com sistemas de inteligência artificial e recomentações.
Através de um link na barra de ferramentas do seu navegador, é possível adicionar links para consulta futura, exatamente como o Del.icio.us faz. Mas quando a Web Semântica entra em ação, as coisas ficam mais interessantes. A janela que abre logo a seguir, já oferece informações colhidas de metadados contidos no website a ser gravado.
Existe também um sistema de auto-tagging, que “descobre” informações sobre o website, como autor, local entre outras.

O site thinkartificial usa um bom exemplo para explicar essa incrível funcionalidade to Twine. Se por exemplo as palavras Stanley Kubrick aparecerem em algum campo de um site, Twine irá reconhecer como uma pessoa e extrair dessa informação, uma <i>Entidade</i>. Através da extração dessa Ontologia , é possível recomendar e localizar informações relevantes muito mais facilmente.
Um recurso que eu sempre gostei nos sites Web 2.0 é o da recomendação. No Twine, ele aparece em uma versão turbinada através da leitura dos meta-dados contidos nos links. Pessoas, links e outros objetos podem ser sugeridos de maneira bastante inteligente.

A parte social do negócio também está presente. Através da criação de grupos, adição de amigos com gostos em comum e recomendações, é possível criar uma grande rede de conhecimento.
Toda a informação contida no Twine é representada através das tuplas RDF . Algo do tipo <subject, predicate, object>. Através do programa RDF Gravity é possível criar grafos de determinada informação, aonde fica clara a inteligente ligação entre as entidades de um “twine”.

Outro fator fundamental para a organização das informações, é o uso de OWL (Web Ontology Language). Através dela é possível definir propriedades e classes que serão usadas na definição das entidades mencionadas anteriormente.
O mais legal, é que as informações estão disponíveis para quem quiser usar. Cada link, possui sua representação RDF acessível podendo ser “parseada” através de processadores de XML, e reapresentadas da maneira que o desenvolvedor quiser, permitindo uma diversidade enorme de dados para Mashups.
Twine ainda está em sua versão beta e apenas aceitando novos usuários através de convites. Porém, seu desenvolvimento é visível e deveras promissor. Seguindo o ritmo atual, Twine se tornará referência para qualquer ferramenta semântica futura.
ps.: Caso queira experimentar, me deixe um comentário que eu envio o convite(possua apenas 5 convites).